AUTOPERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM LESIONADOS MEDULARES: UMA COMPARAÇÃO ENTRE PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE PARADESPORTO

  • Thomaz Talarico Neto Universidade de São Paulo - USP
  • Lucas Argenton Fernandes Centro Universitário UNIFAFIBE
  • Claudia Teixeira-Arroyo Centro Universitário UNIFAFIBE
  • Everton Luiz de Oliveira Centro Universitário UNIFAFIBE
Palavras-chave: Deficiência Física; Esportes; Qualidade de Vida., Atividade Motora Adaptada.

Resumo

A prática de atividade física regular é primordial para promoção de saúde, que por definição, envolve aspectos físicos, psicológicos, emocionais e sociais. Tais fatores influenciam na qualidade de vida, que nada mais é do que o grau de satisfação pessoal com a vida. Pessoas com deficiências físicas tendem a apresentar maiores índices de sedentarismo quando comparados à população geral, podendo influenciar negativamente na sua Auto Percepção de Qualidade de Vida (APQV). O estudo objetivou avaliar/comparar a APQV entre lesionados medulares praticantes e não praticantes de paradesporto. Participaram do estudo 20 pessoas com lesão medular (75% homens e 25% mulheres), divididos em dois grupos. Grupo 1 (n =10), praticantes de paradesporto, com uma média de idade de 41,1±13,9 anos e Grupo 2 (n =10), não praticantes de paradesporto, com média de idade de 37,9 ±12,8 anos. Como instrumento de coleta foram utilizados dois questionários, um para avaliar a qualidade de vida (Medical Outcotnes Study 36 - Item Short - (SF36)) e outro intuindo analisar o perfil sociodemográfico dos participantes (criado pelos autores). Os resultados demonstraram que, apenas para dimensão dos Aspectos Físicos da APQV ocorreu uma diferença estatisticamente significativa, onde o G1 apresentou um escore maior do que o G2. Com relação ao perfil laboral dos grupos, no G1, 80% são aposentados por invalidez, já no G2, esse número cai para 40%. Pode-se concluir que, os não praticantes de paradeporto desta pesquisa estão mais inseridos em atividades laborais, porém, o grupo engajado junto ao paradesporto usufrui de uma melhor APQV nos aspectos físicos.

Recebido em: 18/06/2019
Reformulado em: 30/06/2019
Aprovado em: 30/06/2019

 

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Biografia do Autor

Thomaz Talarico Neto, Universidade de São Paulo - USP

Graduado em Educação Física Bacharelado pelo Centro Universitário UNIFAFIBE, Bebedouro/SP. Participou do grupo de estudos e pesquisa em Fisiologia do Exercício e Bioquímica (GEBiFEX), vinculado ao Centro de Estudos e Pesquisa (CEPeD/UNIFAFIBE). Foi bolsista de Iniciação Científica vinculado ao mesmo órgão. Atualmente é mestrando na linha de pesquisa "Aspectos Biodinâmicos da Atividade Física e do Esporte" pela Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto - EEFERP-USP. Participa, desde 2017 até os dias atuais do Grupo de Estudo e Pesquisa em Endocrinologia e Metabologia do Esforço - GEPEME (EEFERP-USP)

Lucas Argenton Fernandes, Centro Universitário UNIFAFIBE

Graduando em Educação Física Bacharelado, no Centro Universitário UNIFAFIBE, Bbedouro/SP. Participa do grupo de estudos e pesquisa em Fisiologia do Exercício e Bioquímica(GEBiFEX), vinculado ao Centro de Estudos e Pesquisa (CEPeD/UNIFAFIBE); Participa do projeto de extensão e pesquisa intitulado Aptidão Física e Qualidade de Vida de Pessoas com Deficiência Física: Efeito de um programa de treinamento resistido.

Claudia Teixeira-Arroyo, Centro Universitário UNIFAFIBE

Mestre em Ciências da Motricidade, pelo Programa de Pós-Graduação do Instituto de Biociências, da Universidade Estadual Paulista, UNESP, campus Rio Claro/SP. Coordenadora da Pós-Graduação e do Centro de Estudos e Pesquisa e docente do Curso de Educação Física no Centro Universitário Unifafibe em Bebedouro/SP. Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-Graduação do Instituto de Biociências, da UNESP/RC. Desenvolve pesquisas envolvendo o controle motor de pacientes com doença de Parkinson e o efeito do exercício nos sinais e sintomas da doença, no Laboratório de Estudos da Postura e da Locomoção (LEPLO) e participa ativamente do Programa de Atividade Física para Pacientes com doença de Parkinson (PROPARKI) na Unesp, Rio Claro. É Bacharel em Educação Física pelas Faculdades Integradas Fafibe, de Bebedouro/SP. Realizou pesquisa envolvendo atividades aquáticas, o psicomotor, o autoconceito e a qualidade da vida diária de crianças com Paralisia Cerebral. Atuou em academia de ginástica durante 15 anos em atividades aquáticas para diferentes populações, incluindo o atendimento de grupos especias como bebês, gestantes, idosos e pessoas com deficiência.

Everton Luiz de Oliveira, Centro Universitário UNIFAFIBE

Graduação em Educação Física - UNESP / Campus Presidente Prudente. Graduação em Pedagogia - UNINOVE. Especialista em Educação Física para Prof. Ensino Fundamental e Médio - UNICAMP. Especialista em Fisiologia do Exercício: Fundamentos para a Performance, Reabilitação e Emagrecimento / UFSCAR. Mestrado e Doutorado em Educação Especial pela UFSCar pelo programa - PPGEES / UFSCAR. Atualmente, é docente dos cursos de Educação Física e Pedagogia no Centro Universitário UNIFAFIBE / Bebedouro. Professor efetivo de Educação Física da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Especial - GÉFYRA/UFSCAR. Ministra aulas em cursos de Graduação e Pós Graduação, bem como capacitações, formações e palestras nas áreas de Psicomotricidade, Educação Física Escolar, Inclusão Escolar, Atividade Motora Adaptada, Sexualidade e Corporeidade.

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Publicado
2019-08-05