Revista Novos Rumos http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos <p>A revista <em>Novos Rumos </em>é expressão político cultural do Instituto Astrojildo Pereira desde o início de 1986, quando começou a circular. A revista (assim como o IAP) passou por fases diversas, acompanhando o fluxo do tempo político e cultural, fazendo parte, na sua miudez, da contradição em processo no nosso tempo. Manteve sempre o objetivo de acompanhar, perscrutar e criticar os fundamentos do tempo presente, mas a partir de um campo cultural e de um ponto de vista teórico e metodológico bem delimitado, que é aquele que tem na obra Karl Marx e no projeto da emancipação humana a sua clara origem e referência. Uma rápida consulta às edições publicadas indica como a revista tem se dedicado a apresentar textos teóricos de qualidade, textos que enriquecem o conhecimento da história do marxismo e do movimento operário e revolucionário, textos que esclarecem a necessidade de se afirmar o trabalho como fundamento do ser social do homem, além de artigos de crítica do imperialismo atual, de critica cultural e outras.</p> pt-BR Revista Novos Rumos 0102-5864 Palavra do Editor http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9043 <p>Palavra do editor</p> Marcos Del Roio ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Lembranças revolucionárias de 1919: Revolução Húngara e Rosa Luxemburgo - Apresentação da Revista Novos Rumos n.56, volume 1, 2019 http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9067 <p>Apresentação da Revista Novos Rumos n.56, volume 1, 2019.</p> Angelica Lovatto ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Conselho de Redação deste número: Angélica Lovatto, Leandro Galastri, Lucas Andreto, Luiz Bernardo Pericás, Marcos Del Roio, Paulo Douglas Barsotti, Ricardo Normanha. http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9068 Marcos Del Roio ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Apresentação - A propósito dos 100 anos da Revolução Húngara http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9045 <p>Em março de 1917 abriu-se a fase histórica de revolução socialista internacional, que, começada em São Petsburgo, na Rússia, espalhou-se pela Europa centro-oriental, com o apogeu na primavera de 1919, quando a classe operária assumiu o poder na Hungria. O centenário dessa revolução proletária merece ser lembrado. Os conselhos foram a forma por meio do qual esse novo poder se expressou em todas as regiões alcançadas pelo processo revolucionário -- desde o berço, em São Petsburgo, difundindo-se pela Rússia, pela Alemanha, pela Áustria-Hungria (na medida em que se desintegrava) até o Piemonte, no norte da Itália.</p> Marcos Del Roio ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Os sindicatos e a ditadura http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9046 <p>A luta de classe internacional culminou até agora na vitória de operários e camponeses de dois proletariados nacionais. Na Rússia e na Hungria os operários e camponeses instauraram a ditadura proletária e tanto na Rússia como na Hungria a ditadura teve que sustentar uma áspera batalha, não só contra a classe burguesa, mas também contra os sindicatos: o conflito entre a ditadura e os sindicatos foi mesmo uma das causas da queda do Soviet húngaro, pois que os sindicatos, mesmo que nunca tenham tentado abertamente derrubar a ditadura, operaram sempre como organismos “derrotistas” da revolução e incessantemente semearam o desconforto e a covardia entre os operários e os soldados vermelhos. Um exame, mesmo que rápido, sobre as razões e as condições desse conflito, pode ser útil á educação revolucionária das massas, as quais devem se convencer que o sindicato talvez seja o organismo mais importante da revolução comunista, pois a tarefa da socialização da indústria recai sobre ele e porque deve criar as condições para que a empresa privada desapareça e não possa mais surgir, devendo também convencer-se da necessidade de criar, antes da revolução, as condições psicológicas e objetivas que tornem impossíveis qualquer conflito e qualquer dualismo de poder entre os vários organismos que encarnam a luta da classe proletária contra o capitalismo.</p> Antonio Gramsci ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Para além do economicismo: a acumulação de capital na perspectiva de Rosa Luxemburgo http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9047 <p>O objetivo básico deste artigo é destacar, de forma sintética, os elementos do pensamento de Rosa Luxemburgo que podem servir de base para a superação das análises excessivamente formais e economicistas sobre o capitalismo. O primeiro passo neste sentido envolve destacar um aspecto geralmente negligenciado em seu pensamento: a <em>dupla dimensão </em>da expansão do capital. A faceta mais usual, fartamente explorada, diz respeito às incursões geográficas do capital. No entanto, a segunda dimensão é muito mais disruptiva: o capital, por conta de sua própria dinâmica, é forçado a colonizar e a ajustar à sua lógica <em>todas as dimensões da vida social. </em>A vitalidade do pensamento de Rosa Luxemburgo fundamenta-se, em grande parte, no fato de ter notado essa dimensão do problema.</p> Eduardo Barros Mariutti ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 1843-44: Marx e Engels e a rejeição filosófica e moral da economia política http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9049 <p>A economia política se constitui como um dos fundamentos da análise realizada por Karl Marx acerca da sociedade dominada pelo modo de produção capitalista. Contudo, ainda que esta ciência tenha estado presente na maioria das obras deste autor, o seu tratamento transitou por diferentes conotações, tanto de cunho teórico como político, perpassando três períodos centrais: entre 1843-44, entre 1847-9, e a partir de 1857. Com base em elementos teóricos e biográficos, buscou-se, neste artigo, apresentar algumas características deste primeiro período, quando Marx (e Engels), a partir de pressupostos filosóficos e morais, analisaram a economia política a partir de uma perspectiva externa.</p> <p>&nbsp;</p> Henrique Wellen ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Imperialismo, formação econômica russa e Revolução de 1917 http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9048 <p>O objetivo deste artigo é mostrar como a combinação entre o imperialismo no limiar do século XX e a particularidade da formação econômica russa determinou a Revolução de 1917. Para tanto, o artigo se apoia na tese de “desenvolvimento desigual e combinado” de Lênin e Trotsky e sua relação com os principais fatos históricos que compõem temas como: industrialização, capital internacional, questão agrária e guerra. Nossa conclusão é de que a Revolução de 1917 se apresenta ao mesmo tempo como uma fratura no modo de produção capitalista, impondo-se como marco mundial que influi sobre outros espaços capitalistas, e a especificidade de um caso de economia dependente cujo enfrentamento de suas contradições criou um experimento social inovador contra o capitalismo.</p> Fábio Antonio de Campos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 A antítese do sistema sociometabólico do capital: os conselhos proletários como “não-Estado” http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9050 <p>O objeto deste ensaio são os Conselhos proletários: formas organizativas das quais as classes trabalhadoras lançam mão em situações de ascenso revolucionário e/ou de acirramento das contradições classistas com vistas a exercerem a autogestão política e produtiva. A tese aqui defendida é que estes Conselhos possuem intrínseco potencial revolucionário, uma vez que superam o trabalho assalariado e a produção de capital - mediante a socialização dos meios de produção - e superam também o Estado enquanto estrutura de dominação própria do sistema sociometabólico do capital e essencial à sua reprodução. Denominando-os como “não-Estado” defende-se, portanto, a tese de que os Conselhos proletários são a antítese dialética do Estado, e não uma forma específica dele (como é o Estado proletário) e por isso, são dotados de efetiva potencialidade disruptiva com o metabolismo social vigente.</p> Natalia Scartezini ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Jangada de pedra contra a maré? A experiência do governo de esquerda em Portugal (2015-2019) http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9051 <p><strong></strong></p> <p>O objetivo deste artigo é traçar um panorama geral da recente história do governo de esquerda português que ficou conhecido pelo nome de “geringonça”, uma definição irônica utilizada pela oposição de direita e que, também de forma irônica, foi assumida pelos próprios integrantes da coalizão parlamentar. Desde 2015, o Primeiro Ministro português Antônio Costa lidera o governo do PS, que é sustentado pela maioria parlamentar conquistada com a união dos votos do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda. Nenhum dos dois partidos, entretanto, faz parte do gabinete de Costa, mantendo sua independência crítica e a autonomia da militância. Ao cabo, pretende-se aqui sugerir a reflexão sobre as possibilidades de se reproduzir tal fórmula de coalizão política de esquerda, voltada para políticas de bem-estar social, em outros países pobres como alternativa à cartilha econômica neoliberal de asfixia de economias vulneráveis por meio do saque sistemático de suas riquezas.</p> Leandro Galastri ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 A Batalha da Síria e a nova geopolítica do Oriente Médio http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9052 <p>Este artigo tem como objetivo analisar o papel e os interesses dos EUA e seus aliados regionais na guerra que está se desenvolvendo na República Árabe Síria desde 2011. Partimos do pressuposto que o governo dos EUA é o único país do mundo que patrocina, ao mesmo, tempo, inúmeras “guerras híbridas”, “guerras por procuração”, se utilizando de táticas conhecidas da época da Guerra Fria, como as “operações de guerra psicológica” e a “guerra de informação”. Consideramos que a Batalha da Síria e seus ensinamentos estão mudando o equilíbrio de forças na geopolítica do Oriente Médio, interrompendo um desejo do imperialismo estadunidense, que é o controle absoluto do território que vai do Mar Mediterrâneo ao Golfo Pérsico.</p> Marcelo Buzetto ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 A EducAção do Movimento dos Sem Terra (MST) do Brasil e o Educador das massas http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9053 <p>Este artigo apresenta parte dos resultados das pesquisas desenvolvidas em minha tese de doutoramento, concluída em 2008, no tocante ao projeto de educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) brasileiro. Em especial, evidencia as semelhanças e aspectos políticos entre o modelo de educação deste Movimento de trabalhadores rurais e oconceito de “Educação Única” do filósofo italiano Antonio Gramsci, além de tecer importantes considerações acerca das concepções de partido político Educador e intelectual orgânico do filósofo italiano e a correlação destes com as concepções de formação política e quadros multiplicadores do MST. Gestado no início dos anos 1980 e consolidado ao longo de sua trajetóriaem seus acampamentos, assentamentos, e em todos os seus espaços de luta, o MST criou um projeto de educação pelos e para os sem terra, em suas fileiras, com vistas a promover uma formação integral, que contempla simultaneamente, a educação formal, técnica e política. Um projeto que se desenvolveu na luta à medida que o Movimento se deparava com problemas cotidianos e conforme a correlação de forças políticas que teve que estabelecer com os governantes e com as classes dominantes brasileiras, desde a sua gênese. A pesquisa foi orientada pelo método materialista histórico-dialético, pelos ideais marxianos e marxistas, pelo pensamento gramsciano e pelo referencial teórico produzido pelo MST, e contemplou o período que aborda desde a origem do MST até ano de 2007.</p> Maria Socorro Ramos Militão ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 “Negro e branco pobre, tudo é escravo, mas tem tudo na mão”: discussões sobre raça e classe no romance Jubiabá de Jorge Amado http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9065 <p>O presente artigo analisa como Jorge Amado representou os problemas em torno da ideia de raça e classe, no Brasil, a partir do romance <em>Jubiabá</em>, publicado em 1935. Esta obra construiu o primeiro herói negro da literatura brasileira, Antônio Balduíno, inspirado na estética do realismo socialista da União Soviética (URSS), que nos incita a discutir sobre os elementos conceituais em torno desse movimento artístico-literário e como este influenciou na produção intelectual do escritor baiano. Esta análise nos permitiu entender como os tipos (personagens) e cenários foram criados numa relação dialógica com o contexto histórico da cidade de Salvador da primeira metade do século XX.</p> Geferson Santana ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1 Normas para submissão de artigos à NR 2019 http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/9070 Angelica Lovatto ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-06-30 2019-06-30 56 1