Interregno hegemônico? Uma avaliação sobre a hegemonia dos Estados Unidos a partir da análise das relações de força dos cadernos carcerários de Gramsci

  • Rodrigo Duarte Fernando dos Passos Doutor em Ciência Política pela USP (2006). Livre-Docente em Teoria das Relações Internacionais pela UNESP (2019). Pesquisador do Grupo Marxismo, Estado, Política e Relações Internacionais e do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da UNESP, docente da FFC-UNESP de Marília e de seu Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UNICAMP. Endereço eletrônico: rodrigo.passos@unesp.br
Palavras-chave: Gramsci, hegemonia, revolução passiva

Resumo

O objetivo deste texto é argumentar em prol da hipótese de que elementos conjunturais apontam inacuradamente um interregno hegemônico, perdendo de vista um processo histórico mais amplo que sustenta a manutenção da hegemonia norte-americana. A linha de argumento desenvolvida se vale de elementos da categoria de hegemonia e da análise das relações de força, ambas desenvolvidas por Antonio Gramsci, situando vários processos históricos em termos de uma revolução passiva. Tais referências buscam metodologicamente se diferenciar de análises que privilegiam aspectos conjunturais, ou de ênfase econômica, política, estatal ou uma perspectiva estritamente internacional. De forma alternativa, elas tentam situar a hegemonia em um processo histórico mais amplo em suas múltiplas dimensões, conectando organicamente as relações sociais fundamentais no nível nacional com o plano internacional. Nestes termos mencionados, uma breve análise busca situar em linhas gerais os processos históricos dos Estados Unidos e da China.

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Publicado
2019-12-21