A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA E O PENSAMENTO DE HANNAH ARENDT: UM DEBATE OU UM COMBATE?

Lamia Jorge SAADI TOSI

Resumo


Resumo: Esse artigo tem como objetivo problematizar uma espécie de naturalização contemporânea da violência. Ao tratar o tema, busca evidenciar a violência como um dos aspectos mais salientes da vida que, em nossos dias, se manifesta como instrumento ou como ação – em níveis e esferas variadas da convivência. Se o mundo muda permeado por ações violentas, as ações violentas tornam o mundo mais violento,notadamente quando os meios violentos se tornam indispensáveis para a manutenção de negócios e garantia de poder. Os aspectos da violência aqui tratados têm como fio condutor o pensamento de Hannah Arendt e perpassam a escola, os conflitos de gênero, a Primavera Árabe entre outros movimentos sociopolíticos que reclamam o vigor dessa contribuição. Sobretudo, quando ela adverte da possibilidade de revivescência de totalitarismos, da banalização da maldade e radicalização de males sociais que podem ser minimizados pelas “Revoluções Arendtianas” em favor da dignidade humana sem dominação e com empoderamento.

Palavras-chave: Hannah Arendt. Violência; Gênero; Escola; Empoderamento.

 

Abstract: This article seeks to problematize a kind of contemporary naturalization of violence. In dealing with the theme, this text seeks to highlight violence as one of the most salient aspects of life that, in our day, manifests as an instrument or as an action - at varying levels and spheres of coexistence. If the world changes by violent actions, they change it to a more violent world, especially when violent means become indispensable for the maintenance of business and guarantee of being in power. The aspects of violence discussed here have Hannah Arendt's thinking as its guiding principle: school, gender conflicts, the Arab Spring, among other sociopolitical movements that claim the force of this contribution, especially when she warns about the possibility of violence. Revival of totalitarianism, banalization of evil and radicalization of social evils that can be minimized by the "Arendtian Revolutions" in favor of human dignity without domination and with empowerment

Keywords: Hannah Arendt; Violence; Genre; School; Empowerment.


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