IMAGINAÇÃO EM SARTRE E BACHELARD

  • Sandra Regina Simonis Richter Pesquisadora e professora adjunta do Departamento de Educação, atuando na Graduação, na Extensão e no Programa de Pós- Graduação em Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul
  • Felipe Augusto Kopp Mestrando em Lógica y Filosofía de la Ciencia pela Universidad de Salamanca. Professor de Língua Portuguesa e Literatura pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Imaginação, Jean-Paul Sartre., Gaston Bachelard, Fenomenologia

Resumo

Este artigo contrasta as abordagens fenomenológicas de imaginação em Jean-Paul Sartre e em Gaston Bachelard para problematizar a longa tradição filosófica ocidental de desqualificação da imagem, a qual exclui do campo do conhecimento a dimensão do sensível. Ambos os filósofos contribuíram para negar a psicologização da imagem ao retirá-la da sujeição da percepção e da memória, porém, o realizaram com consequências opostas na relação entre a imaginação e o conhecimento. Se Sartre relaciona a imaginação a um ato de nadificação do conteúdo da percepção e descreve a intencionalidade da consciência imaginante a partir da referência do objeto sobre o fundo de sua ausência, Bachelard a descreve como dinamismo organizador da percepção ao afirmar a autonomia realizadora da imaginação como evento de linguagem. O que emerge, no contraste entre ambas as fenomenologias da imaginação, é a interrogação pela concepção de linguagem como representação dos aspectos observáveis e conhecidos do mundo, dada pelo privilégio da visão nas teorias do conhecimento.

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Publicado
2019-12-31
Seção
Artigos