CONTRA UMA LEITURA EXPRESSIVISTA DE WITTGENSTEIN

  • Filicio MULINARI (UNIFESP)

Resumo

As Investigações Filosóficas não são necessariamente uma obra sobre filosofia da psicologia - de fato, sua preocupação central é com a natureza da representação linguística. Entretanto, Wittgenstein se viu obrigado ao longo da obra a mergulhar profundamente em problemas estruturais relativos aos conceitos psicológicos, além de ter que fornecer um tratamento a termos específicos que possuem uma relação direta com o tema principal desse artigo. Nesse sentido, mais do que se preocupar com suas análises específicas de alguns conceitos psicológicos nas Investigações Filosóficas, buscamos aqui oferecer uma visão geral de suas reflexões sobre temas relativos à filosofia da psicologia e, assim, fundamentar uma leitura que indique um processo de continuidade do tratamento dado aos termos psicológicos iniciado nas Investigações Filosóficas e que se estende até seus escritos redigidos na segunda metade da década de 40 sobre a filosofia da psicologia. De forma específica, este trabalho busca pautar uma crítica às leituras sobre a filosofia da psicologia de Wittgenstein que mantém a atenção principal no papel da expressividade (classificadas aqui como “leituras expressivistas”), além de ressaltar a importância da assimetria existente entre primeira e terceira pessoa no que tange aos referidos conceitos. Por fim, concluiremos com uma indicação de leitura deflacionista sobre a significação dos termos psicológicos, sem fundamento em uma ontologia ou epistemologia agregada ou pressuposta.

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Publicado
2018-07-28