O SIMBOLISMO INCONSCIENTE

  • Jaqueline Feltrin Inada Professora do Centro de Ensino Superior de Maringá (CESUMAR) e da Faculdade Cidade Verde
Palavras-chave: Faculdade Cidade Verde, Inconsciente, Piaget, Freud

Resumo

Este artigo apresenta os conceitos de inconsciente e simbolismo inconsciente em Jean Piaget, confrontando os com os de Freud. Na teoria psicanalítica, simbolismo refere-se a um comportamento ou pensamento com significado oculto ao sujeito. Piaget critica essa concepção e mostra que o pensamento simbólico forma uma unidade. Não existe um divisor de águas entre o que é consciente e inconsciente. Todo símbolo comporta concomitantemente esses dois atributos. Ao relacioná-los com os conceitos de assimilação e acomodação, Piaget afirma que enquanto o primeiro é inconsciente, o segundo é consciente. Na psicanálise, há simbolismo porque o conteúdo do símbolo é recalcado. Em contraposição a essa idéia, Piaget afirma que a formação do símbolo não pode ser explicada pelo conteúdo, mas sim pela estrutura do pensamento. E mais do que isso: somente torna-se possível com o advento da representação, que ocorre por volta do segundo ano de idade. Uma outra oposição que Piaget mostra em relação a Freud referese ao conceito de inconsciente. Na visão piagetiana, o termo inconsciente é empregado apenas como adjetivo, não sendo utilizado, tal como em Freud, para designar um campo ou uma região.

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Referências

FREUD, Sigmund. O inconsciente. In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. vol. XIV (1914-1916). Rio de Janeiro: Imago, 1974.

LAPLANCHE, J.; PONTALIS, J.-B. Vocabulário da Psicanálise. 7. ed. Lisboa: Matins Fontes, 1983.

MONZANI, Luiz Roberto. Freud: o movimento de um pensamento. Campinas: Editora UNICAMP, 1989.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
Publicado
2011-07-30
Seção
Artigos