A CONSTITUIÇÃO DA SUBJETIVIDADE E DA ALTERIDADE: DESEJO E PIEDADE EM JEAN-JACQUES ROUSSEAU

  • Adriano Bueno KURLE (PUCRS)
Palavras-chave: Rousseau. Natureza humana. Subjetividade. Alteridade. Ética. Desejo.

Resumo

Este artigo busca articular a noção de subjetividade de Rousseau descrevendo
suas duas motivações básicas – autopreservação e piedade – e suas faculdades
cognitivas (sensação, percepção, imaginação, memória e razão), focando a análise da primeira parte na categoria de desejo e de hábito, que em conjunto formam as paixões do indivíduo singular. A abordagem do nosso autor principia por descrever a constituição essencial do indivíduo humano e define sua ação por suas motivações básicas, que visam saciar suas necessidades. No segundo momento é posta a questão da alteridade, mostrando as condições que possibilitam seu surgimento, e quais a impossibilitam. A anterioridade do si e a compreensão do sofrimento através da capacidade natural da piedade, aliados à capacidade do transporte imaginário, aparecem de um lado; do outro o amor-próprio e o jogo do eu relativo, gerando a alienação e a perda da autorrelação imediata, impossibilitando a alteridade. Reflete-se, por fim, sobre
a questão dos limites da alteridade no pensamento de Rousseau e se a anterioridade e primazia do si é um problema que lhe limita ou não.

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Biografia do Autor

Adriano Bueno KURLE (PUCRS)

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Publicado
2014-12-17
Seção
Artigos