A TEIA DE RELAÇÕES HUMANAS E A FORMAÇÃO DO MUNDO COMUM: A PLURALIDADE NA FILOSOFIA POLÍTICA DE HANNAH ARENDT

  • José Valdir Teixeira Braga Filho Mestrando em Ética e Filosofia Política na Universidade Federal do Ceará (UFC) https://orcid.org/0000-0003-3606-3655
Palavras-chave: Mundo, Pluralidade, Teia de Relações Humanas

Resumo

Este trabalho consiste numa análise da relação entre a noção de teia de relações humanas e o conceito de mundo comum no pensamento de Hannah Arendt (1906–1975). O mundo comum é público em oposição ao oculto que caracteriza vida privada. Constitui-se por um espaço que existe apenas na medida em que homens se vinculam por seus discursos e ações e, desse modo, revela seus atores. Este vínculo criado pelos homens, pela via dos atos e das palavras, é denominado pela autora como Teia de relações. Ao contrapor-se às formas de dominação totalitária, nas quais indivíduos encontram-se isolados e igualmente, destituídos de discurso político, Arendt compreende que discurso e ação referem-se à mediação que os indivíduos estabelecem entre eles por meio dos seus interesses. Desse modo, constituindo uma realidade mundana objetiva.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALVES AGUIAR, O. Necessidade e Liberdade em Hannah Arendt. In: Princípios – Revista de Filosofia, Natal (RN), v. 19, n. 32. Julho/dezembro de 2012, p. 35-54. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/principios/article/download/7562/5625/

ARENDT, H. A Condição Humana. Tradução de Roberto Raposo. Revisão de Adriano Correia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2016a, 13ed.

_____. O que é Política? Tradução de Reinaldo Guarany. Rio de Janeiro: Bertrand, 2007. 7ed.

_____. Compreender: formação, exílio e totalitarismo. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras; Belo Horizonte: UFMG, 2008.

_____. Crises da República, Tradução de José Volkmann. São Paulo: Perspectiva, 2008.

_____. Thinking Without a Banister – Essays in Understanding, 1953-1975. Editado por Jerome Kohn. New York: Schocken Books, 2018.

_____. Origens do Totalitarismo. tradução de Roberto Raposo, São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

_____. Entre o Passado e o Futuro. tradução de Mauro W. Barbosa. São Paulo: Editora Perspectiva, 2016, 8ed.

_____. Men in Dark Times. Harcourt Brace: New York, 1968.

_____. On Violence. Harcourt Brace: New York, 1970.

_____. Nel deserto del pensiero - Quaderni e diari. 1950-1973. Tradução italiana de Chantal Marazia.Vicenza: Neri Pozza Editore, 2007.

ARISTÓTELES. Política. Tradução de Antonio Campelo Amaral e Carlos de Carvalho Gomes. Lisboa: Vega, 1998.

BODEI, R. A filosofia do século XX. Tradução Modestro Florenzano. EDUSC: Bauru, 2000.

BUTLER, J. Parting Ways - Jewishnesse and the critque of Zionism. Columbia University Press: New York, 2012.

CANOVAN, M. Politics as Culture: Hannah Arendt and the Public Realm. In: Hannah Arendt – Critical Essays. Editado por Lewis P. Hinchman e Sandra K. Hinchman. New York: State University of New York. 1994.

HOBBES. T. Leviatã ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Abril Cultural. 1974.

LEVI, P. É isto um Homem? Tradução. Luigi Del Re. Editora Rocco, Rio de Janeiro: 1988.

MARX, K; ENGELS, F. A ideologia alemã. Tradução de Luis Claudio de Castro e Costa. Martins Fontes, São Paulo: 2001, 2ed.

VASTERLING, V. Political Hermeneutics: Hannah Arendt’s contribution to Hermeneutic Philosophy. Wiercinski, A. (ed.), Gadamer's Hermeneutics and the Art of Conversation. Berlin: Verlag, 2011.

YOUNG-BRUEHL. E. Hannah Arendt – For Love of the World. New Heaven and London: Yale University Press, 1984.
Publicado
2020-07-21