Objetividade do juízo estético

  • António MARQUES
Palavras-chave: Objetividade

Resumo

Na terceira Crítica um problema que à partida será de difícil solução é o da objectividade do juízo estético. De facto o atributo da objectividade é próprio dos juízos de conhecimento, pois que nestes algo deverá ser dado aos sentidos e representado, mediante o uso das categorias do entendimento. Neste caso o que se torna necessário demonstrar é que esses conceitos mais gerais do entendimento, ou categorias, têm uma validade a priori na aplicação aos objectos da intuição. Um dos capítulos centrais da Crítica da Razão Pura (1781), “Acerca da Dedução dos conceitos Puros do Entendimento”, é precisamente dedicado à demonstração que esses conceitos existem e que é o seu emprego no mundo empírico que produz conhecimento objectivo.

Recebido / Received: 7.1.2019.
Aprovado / Approved: 14.1.2019.

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Biografia do Autor

António MARQUES

António Marques é professor de Filosofia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde até 2019 dirigiu, durante cerca de 20 anos, o Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA). Foi bolseiro da Alexander von Humboldt-Stiftung (Universität Münster) e professor visitante na Boston University. É autor de livros sobre Kant, Nietzshe e Wittgenstein, assim como de diversas publicações em editoras nacionais e estrangeiras.

Publicado
2019-07-23
Seção
Artigos/Articles