http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/issue/feed Educação em Revista 2019-10-23T18:31:09-02:00 Educação em Revista educacaoemrevista.marilia@unesp.br Open Journal Systems <p><strong>Educação em Revista</strong>&nbsp;é organizada sob a responsabilidade dos docentes do&nbsp;Departamento de Administração e Supervisão Escolar (DASE) da Universidade Estadual Paulista - Unesp, campus de Marília, e de seus editores na universidade. É destinada à veiculação de trabalhos inéditos, na forma de artigos, resenhas e relatos de experiências, visando assim à difusão de conhecimentos científicos, resultados de pesquisas produzidas em universidades, centros e grupos de pesquisa.&nbsp; ISSN online&nbsp;2236-5192&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ISSN impresso 1518-7926</p> http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/9372 Editorial 2019-10-23T18:31:07-02:00 Tânia Suely Antonelli Marcelino BRABO tamb@terra.com.br <p>Este número foi organizado versando sobre temas importantes relacionados à problemática de gênero com aprofundadas reflexões acadêmicas, mostrando a de âmbitos em que se inserem tais estudos. Através dos textos resultantes de pesquisas das autoras e dos autores que têm se dedicado ao estudo dos temas selecionados, no âmbito das políticas educacionais e no cotidiano das escolas, desejamos contribuir para reflexões críticas acerca de Direitos Humanos, Gênero e Diversidade Sexual na Educação, tão atacados na atualidade por grupos conservadores. <br>Estes temas caros para os(as) defensores(as) dos direitos humanos e movimentos sociais, foram incorporados nas políticas públicas contemporâneas tanto pelas reivindicações de tais movimentos quanto pelo fato de o Brasil ser signatário de todos os documentos e tratados de Direitos Humanos internacionais. Mesmo após a inserção destes temas no currículo nacional, ainda não estão sendo plenamente trabalhados nas escolas, o que leva, dentre outros fatores que influenciam, à continuidade do grave problema social que ainda hoje constatamos nas sociedades contemporâneas, a violência contra as mulheres, que sobrevive nas sociedades democráticas nas quais os direitos humanos são pressupostos e apesar de a violência contra a mulher ser considerada crime. Acrescente-se também que a violência contra pessoas LGBTI+ também têm grande incidência no Brasil, conforme mostram as pesquisas. Ressaltamos que a violência é um atentado aos direitos humanos das mulheres e das pessoas LGBTI+.</p> 2019-10-23T16:53:51-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/8732 DIREITOS HUMANOS, MULHERES E GÊNERO NAS ESCOLAS 2019-10-23T18:31:06-02:00 Ana Maria KLEIN kleinana@uol.com.br Julio Cesar TORRES julio.torres@unesp.br Monica Abrantes GALINDO monica.galindo@unesp.br <p>O artigo apresenta o reconhecimento internacional dos direitos das mulheres após a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, evidenciando as diferentes pautas envolvidas neste processo e os séculos de exclusão e violências silenciados e reproduzidos socialmente. Defende-se a proposição de que para além do reconhecimento dos direitos, são necessárias ações educativas capazes de debater as questões de gênero nas escolas a fim de desconstruir práticas e preconceitos arraigados socialmente. A proposta de uma educação voltada para as relações de gênero não pode ficar restrita a algumas escolas ou programas, deve ser um tema nacional&nbsp; e objeto de uma política de Estado.</p> <p>Recebido em: 15/02/2019<br>Aprovado em: 15/06/2019</p> 2019-10-23T16:56:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/8838 MULHER E “FAMÍLIAS” NA DINÂMICA INSTITUCIONAL 2019-10-23T18:31:05-02:00 Alexandre de CASTRO xadrecas@gmail.com <p>Este artigo foi elaborado a partir de uma pesquisa de natureza social e histórica da cidade de Paranaíba, Estado de Mato Grosso do Sul, contida nos registros e notas do 1º Cartório de Registros deste município. A elaboração dessa formulação tornou-se possível em virtude do desenvolvimento de um projeto de pesquisa realizado entre os anos de 2012 a 2014, período no qual foram lidos e analisados quatorze livros de registros na própria sede cartorária. Embora a revisão da história regional do bolsão sul-mato-grossense possui dupla pretensão: resgatar os fatos de um regime escravocrata entre os anos de 1838 a 1888 (delimitação temporal decorrente das anotações encontradas nos livros), que permanece em silêncio na historiografia, além da recuperação da dinâmica da vida social no início da fundação e desenvolvimento do município de Paranaíba e região, dados contidos nos documentos demonstraram, dentre outros aspectos históricos, o papel social da mulher no tratamento de seu patrimônio e família dissonantes da formulação do modelo familiar patriarcal descrito por Gilberto Freyre. Tal revisão será permitida pelo acesso as informações através de fontes primárias discriminadas e coletadas nos registros e notas, que compõe resultado de pesquisa documental, aliada a uma pesquisa bibliográfica especializada. Da análise da documentação realizada até o momento é possível compreender parte da dinâmica social estabelecida entre proprietários e escravos/forros, bem como do cotidiano das relações sociais, familiares e de gênero vividas pelos sujeitos no início da ocupação da região leste de Mato Grosso do Sul.</p> <p>Recebido em: 08/04/2019.<br>Aprovado em: 13/06/2019</p> 2019-10-23T17:07:43-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/8971 GÊNEROS E SEXUALIDADES NA ESCOLA 2019-10-23T18:31:05-02:00 Leonardo Lemos de SOUZA leonardo.lemos@unesp.br Eduardo Benedito COLIS eduardocolis@outlook.com José Augusto Geronimo FERREIRA jose_augusto_2014@hotmail.com <p>O presente artigo busca problematizar o contexto educacional e político em relação a diversidade sexual e de gêneros na escolas na atualidade, buscando vinculações entre os processos de escolarização e os políticos na manutenção de homofobias. Apresenta uma análise das empreitas de grupos conservadores que lutam contra a inclusão e as políticas afirmativas para a população LGBTI + na educação, indicando as estratégias e operacionalização de precarização do acesso e permanência nas escolas de pessoas LGBTI+. Ainda, o texto apresenta um panorama de pesquisas sobre homofobia homofobia na escola que desvela os processos de produção de exclusões, vitimizações, silenciamentos e isolamentos no contexto das relações escolares, buscando pistas sobre modos de enfrentamento dessa realidade no cotidiano escolar e fora da escola.</p> <p>Recebido em: 19/05/ 2019<br>Aprovado em: 23/09/2019</p> 2019-10-23T17:14:43-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/8958 FORMAÇÃO DOCENTE E O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 2019-10-23T18:31:04-02:00 Marta Regina Paulo da SILVA martarps@uol.com.br Magali da FONSECA meg_05fonseca@hotmail.com Reny Scifoni SCHIFINO renyss@uol.com.br <p>O artigo apresenta a experiência do município de Santo André/SP com a formação de professoras(es) para as questões de gênero, como parte da estratégia de enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio. Parte do pressuposto de que o fenômeno da violência doméstica é resultado de um longo processo histórico marcado pelo patriarcado. O trabalho foi desenvolvido pela Secretaria de Políticas para Mulheres de Santo André em parceria com a Secretaria de Educação, através da adesão à campanha “Quem Ama Abraça, fazendo escola”. Dentre as ações, foi realizado curso de extensão universitária com estágio em vários equipamentos de atendimento à mulher vítima de violência. O referencial teórico contou com os estudos feministas e de gênero. Os resultados demonstram que, no período de realização da campanha, o Centro de Referência da Mulher de Santo André registrou aumento no número de atendimentos às mulheres, que procuravam orientações para sair do ciclo da violência e/ou solicitavam abrigo e medidas protetivas. Nas escolas observou-se discussões mais sistemáticas sobre a temática, em que os estereótipos de gênero e as práticas sexistas foram problematizadas. Conclui que é urgente criar, nas escolas, espaços de reflexão como forma de enfrentamento dessa violência que machuca e deixa marcas em crianças, jovens e adultas(os).</p> <p>Recebido em: 14/05/2019<br>Aprovado em: 20/07/2019</p> 2019-10-23T17:36:52-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/8891 VULNERABILIDADES INTERSECCIONAIS – GÊNERO, CLASSE, RAÇA ETNICIDADE: 2019-10-23T18:31:09-02:00 Claudia Cristina Ferreira CARVALHO claudiacarvalho@ufgd.edu.br <p>Pretende-se, a partir de uma “hermenêutica de suspeita”, proposta de Boaventura de Sousa Santos (2002), suscitar uma discussão sobre os modos como as vulnerabilidades interseccionais de gênero, classe, raça e etnicidade é um dos obstáculos epistêmico e político a efetivação da promoção e garantia dos direitos humanos. A partir de uma crítica pós-colonial e feminista a essas lógicas de opressão que são o colonialismo, o capitalismo e o patriarcado, busca-se perceber que para além delas é possível uma educação emancipatória voltada aos Direitos Humanos, na medida em que essa educação tenha como ponto de partida, o reconhecimento de que a linha de cor e a linha do sexismo são linhas de exclusões radicais, geradoras e desigualdades injustas, presente no direito e no conhecimento da modernidade ocidental.</p> <p>Recebido em: 26/04/2019.<br>Aprovado em: 26/08/2019</p> 2019-10-23T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/9374 DIREITO À EDUCAÇÃO CIDADÃ 2019-10-23T18:31:08-02:00 Antônio RODRIGUES NETO antonio.neeeto@gmail.com Washington Cesar Shoiti NOZU washingtonnozu@ufgd.edu.br Ana Cláudia dos Santos ROCHA advaclaudia@gmail.com <p>Ao restringir os conteúdos que são difundidos em sala de aula perdemos em cidadania? O presente texto tem por objetivo analisar o direito à educação como preparo para o exercício da cidadania e as disposições do Projeto de Lei nº 246/2019, que visa instituir o Programa Escola Sem Partido, com o intuito de tecer alguns questionamentos sobre as limitações para a compreensão das diferenças de ideias e de existências humanas e seus efeitos na formação cidadã. Primeiro, será apresentado o panorama jurídico em vigor que tutela a educação no país, ocasião em que se demonstrará a sua vinculação direta com a promoção da cidadania. Em um segundo momento, serão analisadas algumas propostas do Programa Escola Sem Partido em contraste com a lógica da educação para a cidadania e para a diversidade humana. Os resultados sugerem que referido Programa, ao restringir o acesso à informação e à discussão de determinados temas afeitos às “diversidades”, como a Educação em Gênero e Diversidade Sexual, pode limitar a formação cidadã almejada no processo de escolarização.</p> <p>Recebido em: 20/05/2019<br>Aprovado em: 31/07/2019</p> 2019-10-23T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/9375 AS MULHERES E O DIREITO À CIDADE 2019-10-23T18:31:07-02:00 Ana Paula Cabral SADER anapaulasader@terra.com.br Márcio Fernando GOMES marcioparker@hotmail.com Jamilly Nicácio NICOLETE jamillynicacio@hotmail.com <p>O presente texto tem como objetivo discutir a ocupação da cidade enquanto direito humano, associado aos ideais de liberdade e igualdade. A partir de uma revisão bibliográfica e da análise de notícias atuais, percebemos os espaços públicos como pouco democráticos, especialmente para as mulheres. Pensando a cidade como um espaço dinâmico, é urgente que se repense a necessidade da universalização dos direitos de ocupação de cada espaço, sem discriminação, o que nos levaria a acreditar, de forma mais efetiva, em uma maior possibilidade de alcançarmos também igualdade de oportunidades. O que percebemos, lamentavelmente, é que a movimentação das mulheres nas cidades é bem menos linear. Repensar o pensamento dominante e o direito à cidade rumo à igualdade e diversidade, considerando também a própria acessibilidade à cidade e seus diferentes espaços é parte salutar das reflexões que apresentamos.</p> <p>Recebido em: 18/06/2019. <br>Aprovado em: 25/08/2019.</p> 2019-10-23T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/7477 PERCEPÇÕES DE ALUNOS UNIVERSITÁRIOS SOBRE DIVERSIDADE DE GÊNERO E INTOLERÂNCIA DENTRO DO CAMPUS 2019-10-23T18:31:03-02:00 Luci Mendes de Melo BONINI luci.bonini@gmail.com Renan Antônio da SILVA r.silva@unesp.br Marilene Ferreira de Lima OLIVEIRA marilene.ed.fis@gmail.com <p>Estudam-se as percepções de estudantes universitários a respeito da diversidade de gênero e as diferentes reações dos colegas mediante situações de preconceito. Este trabalho tem como objetivos descrever como os estudantes universitários percebem a diversidade de gênero no campus e o tratamento dispensado pelos colegas a essas pessoas. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, de corte transversal. O material utilizado foi um questionário baseado em Madureira (2007) e foi disponibilizado no Google forms para estudantes entre 18 e 40 anos. Foram participantes 61 estudantes universitários, sendo que 35 deles identificaram-se como sendo do gênero feminino, 25 do masculino e um como outro. A média de idade foi de 22,28 ±6,03 anos e 73,9% residem no Alto Tietê; 18% na cidade de São Paulo; 3,3% no Vale do Paraíba e Interior de São Paulo, Litoral Sul e ABC com 1,6%. A maioria dos participantes demonstraram respeitar seus colegas de classe e de curso, alguns apontam a existência de comentários e julgamentos que podem conduzir à violência verbal e à humilhação. Entende-se que o problema da homofobia no campus é ainda pequeno, mas algumas precauções podem ser tomadas, como a sensibilização em salas de aula, nos currículos ou mesmo em programas mais abrangentes.</p> <p>Recebido em: 20/06/2019<br>Aprovado em: 27/08/2019</p> 2019-10-23T18:02:05-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/9376 ANÁLISES DA HISTORIOGRAFIA E DOS DOCUMENTOS INTERNACIONAIS DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE AS MULHERES, VOLTADOS PARA OS DIREITOS HUMANOS 2019-10-23T18:31:03-02:00 Rosana Maria Pires Barbato SCHWARTZ lab.editorial.unesp.marilia@gmail.com Joao Clemente de SOUZA NETO lab.editorial.unesp.marilia@gmail.com <p>Este artigo intercruza a historiografia de gênero, com as propostas das Conferências da Organização das Nações Unidas – ONU - sobre as mulheres, expressas em documentos nacionais e internacionais com os Direitos Humanos. Dessa forma, em se tratando de pesquisa historiográfica e documental a análise estruturou-se rigorosamente pela identificação e relação entre temas, focos e ações das mulheres e movimentos sociais femininos, segundo os contextos históricos; delineamento dos focos das pesquisas acadêmicas; classificação dos temas quanto à natureza nos registros/documentos plataformas de ação da conferência de Beijing e verificação das estratégias metodológicas, que salientaram as mudanças de paradigma no sentido dos métodos e abordagens. O corpus documental para análise circunscreveu-se na historiografia ou pesquisas acadêmicas sobre as mulheres, dos anos de 1950 até a conferência de Beijing, em 1995 e a plataforma de ação dessa conferência.</p> <p>Recebido em: 20/05/2019<br>Aprovado em: 24/09/2019</p> 2019-10-23T18:10:12-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/9377 Normas para publicação 2019-10-23T18:21:20-02:00 Comissão Editorial lab.editorial.unesp.marilia@gmail.com <p>Educação em Revista possui periodicidade semestral, com circulação nacional e internacional e tiragem de 300 exemplares. Além de sua publicação em papel, está disponível on-line. Organizada sob a responsabilidade dos docentes do Departamento de Administração e Supervisão Escolar (DASE) da Universidade Estadual Paulista - Unesp, campus de Marília, e de seus editores na universidade, é destinada à veiculação de trabalhos inéditos, na forma de artigos, resenhas e relatos de experiências, visando assim à difusão de conhecimentos científicos, resultados de pesquisas produzidas em universidades, centros e grupos de pesquisa.</p> 2019-10-23T18:20:11-02:00 ##submission.copyrightStatement##