VULNERABILIDADES INTERSECCIONAIS – GÊNERO, CLASSE, RAÇA ETNICIDADE:

PARA ALÉM DELAS É POSSíVEL EDUCAR EM DIREITOS HUMANOS?

  • Claudia Cristina Ferreira CARVALHO UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS-UFGD
Palavras-chave: Direitos Humanos, Racismo e Sexismo, Educação em Direitos Humanos

Resumo

Pretende-se, a partir de uma “hermenêutica de suspeita”, proposta de Boaventura de Sousa Santos (2002), suscitar uma discussão sobre os modos como as vulnerabilidades interseccionais de gênero, classe, raça e etnicidade é um dos obstáculos epistêmico e político a efetivação da promoção e garantia dos direitos humanos. A partir de uma crítica pós-colonial e feminista a essas lógicas de opressão que são o colonialismo, o capitalismo e o patriarcado, busca-se perceber que para além delas é possível uma educação emancipatória voltada aos Direitos Humanos, na medida em que essa educação tenha como ponto de partida, o reconhecimento de que a linha de cor e a linha do sexismo são linhas de exclusões radicais, geradoras e desigualdades injustas, presente no direito e no conhecimento da modernidade ocidental.

Recebido em: 26/04/2019.
Aprovado em: 26/08/2019

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Claudia Cristina Ferreira CARVALHO, UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS-UFGD

Doutora em Educação (UFMT). Professora na UFGD (Dourados, MS).

Referências

ANISTIA INTERNACIONAL. Informe 2017/18: O Estado de direitos humanos no mundo. Publicado originalmente em 2018 por Amnesty International Ltd Peter Benenson House 1 Easton Street Londres WC1X 0DW Reino Unido.

AMNISTÍA INTERNACIONAL. Sobrevivir A La Muerte Tortura De Mujeres Por Policías Y Fuerzas Armadas En México. Publicado originalmente en 2016 por Amnesty International Ltd. Peter Benenson House, 1 Easton Street Londres WC1X 0DW, UK. MU

BUTLER, Judith. Quadros da Guerra. Quando a vida é possível de luto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

CUNHA, Teresa. Never Trust Sinderela: Feminismos, Pós-colonialismos, Moçambique e Timor-Leste. Coimbra: Almedina; Centro de Estudos Sociais - CES, 2014.

DU BOIS, W. E. B. As Almas do Povo Negro. Tradução José Luiz Pereira da Costa, New YorK, Bantam Classic, 1998.

BHABHA. Homi. O local da Cultural. Belo Horizonte: EDUFMG, 1998.

FOUCAULT, Michel. O Nascimento da Biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

ENLOE, Cynthia. Understanding Militarism, Militarization, and the Linkages with Globalization. In: Gender and Militarism Analyzing the Links to Strategize for Peace. Women Peacemakers Program. [S.l.]: Action Pack, 2014.

FANON, Frantz. Os condenados da Terra. Lisboa: ULMEIRO, [1975?].

FEDERICI, Silvia. Calibány la bruja: Mujeres, cuerpo y acumulacion originaria. Madri: Traficantes de Sueños, 2004.

GALTUNG, Johan. Tras La violencia, 3R: reconstrucción, reconclilianción, resolución afrontando los efectos visibles e invisibles de la guerra y la violencia. España: Gernika Gogoratuz, 1998.

MALDONADO-TORRES, Nelson. A Topologia do Ser e a Geopolítica do Conhecimento: Modernidade, império e Colonialidade. IN. SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula. (orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Edição Almedina, 2009.

MBEMBE, Achile. Necropolitica: seguido de sobre el gobierno privado indireto. Tradução Elisabeth Falomir Archambault. Espanha: Editora Melusina, 2011.

PRATT, Mary Louise. A crítica na zona de contato: nação e a comunidade fora de foco. Travessia.Florianópolis, n. 38, p.7-29, 1999.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Introdução a uma ciência pós-moderna. Porto: Edições Afrontamento, 6ª. edição, 2002.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para Além do pensamento Abissal: das linhas globais há uma ecologia de saberes. Revista Novos Estudos, São Paulo, n.79, p.71-94, nov./2007.

SANTOS Boaventura de Sousa. Poderá o direito ser emancipatório? Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra, n. 65, p. 3-76, mai./2003.

UNESCO. Mapa da violência no Brasil. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/unesco-mapa-da-violencia-revela-que-116-brasileiros-morrem-todos-os-dias-por-arma-de-fogo/>. Acesso em: 2015.

V. Y Mudimbe. The Invention of Africa. Gnosis, Philosophy, and the Order of Knowledge. Bloomington: Indiana University Press, 1988.

Publicado
2019-10-23
Seção
Artigos