REVISTA DIÁLOGOS E PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas <p>A <em>Revista</em> <em>Diálogos e Perspectivas em Educação Especial </em>(RDPEE) é uma iniciativa dos docentes do Departamento de Educação Especial da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista - UNESP, campus de Marília. Inicialmente elaborada com perspectiva de publicação semestral, essa nova revista tem por objetivo ser um veículo para reflexões críticas sobre os rumos da política educacional frente à Educação Especial e Inclusiva, bem como dialogar com outras áreas da ciência, em diferentes perspectivas, de maneira a verticalizar a produção do conhecimento científico na área e firmar-se como referencial, no Brasil. Atualmente, A RDPEE encontra-se indexada na Edubase. As colaborações para a RDPEE podem ser apresentadas como: ensaios teóricos, artigos e resenhas. A revista, eventualmente, aceitará outros tipos de contribuições que não se enquadram nessas seções fixas, a saber: revisão de literatura, relatos de experiência e depoimentos e/ou entrevistas.</p> pt-BR REVISTA DIÁLOGOS E PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL 2358-8845 <p>Indexações: Edubase</p> <p>Qualis Capes (2013-2016)</p> <p>Educação: B4</p> <p>Interdisciplinar: B5</p> <p>Educação Física: B5</p> Editorial http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8827 <p>O nosso segundo Dossiê da Revista Diálogos e Perspectivas em Educação Especial (RDPEE) buscou reunir reflexões sobre o temário dos Transtornos do Espectro Autista (TEA), com artigos que nos indicam desde práticas que podem favorecer o processo de alfabetização de crianças com TEA, até os mais distintos desafios enfrentados pelos professores nesse processo.</p> Regina Keiko Kato Miura Jáima Pinheiro de Oliveira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 9 10 A inclusão do estudante com transtorno do espectro autista nos anos iniciais do ensino fundamental: os desafios enfrentados pelo docente nesse processo http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8382 <p>O presente artigo tem como objetivo investigar quais os desafios enfrentados pelos docentes no processo de inclusão do estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para atingir esse objetivo, optamos pela realização de uma pesquisa de natureza qualitativa. Utilizamos como procedimento de coleta de dados, a entrevista semiestruturada e a observação não participante, em duas escolas da rede pública do município de Recife, escolhidas por possuírem uma proposta de inclusão de estudantes com TEA. Os participantes do estudo foram cinco docentes que lecionam nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nossa análise seguiu a perspectiva da análise de conteúdo. Os resultados apontaram que embora os sujeitos da pesquisa enfatizem que não possuem nenhuma especialização/capacitação para atender a demanda, existe uma preocupação em aprender sobre o TEA para buscar subsídios que promovam a inclusão desses estudantes. </p> Alexandre Henrique MARQUES Vilma Maria BARBOSA Lauriceia Tomaz da Silva GOMES ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 11 28 A atividade de desenho mediada com comunicação alternativa como estratégia pedagógica para a criança com autismo http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7977 <p>Este artigo analisa a atividade do desenho com a mediação da comunicação alternativa como uma prática pedagógica para crianças com Transtorno do Espectro do Autismo. A pesquisa, de cunho qualitativo, foi organizada como um estudo de caso no qual a estratégia proposta foi a de “contação de histórias” infantis para iniciar as sessões de desenho. Cada criança foi orientada a apresentar nos seus desenhos os elementos que mais gostaram nas histórias contadas, a partir de diversos recursos disponíveis além de pictogramas. A pesquisa buscou trabalhar nessas crianças principalmente a sua afetividade e a sua imaginação, além do jogo simbólico. Essa última atividade, propõe que as crianças representem de alguma maneira os elementos da história contada. Os recursos de comunicação alternativa funcionaram como uma ferramenta tanto para explicar a história contada quanto para chamar a atenção dos sujeitos para os personagens e elementos centrais da narrativa. Todos os sujeitos ficaram interessados pelo que estava sendo contado na história, por meio dos elementos gráficos dos pictogramas, manifestando gosto pelo manuseio e nomeação.</p> Deise da Silva FONTOURA Liliana Maria PASSERINO Bianca Nunes PEIXOTO Maria Rosangela BEZ ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 29 42 O processo de ensino-aprendizagem em língua inglesa de um aluno com autismo: um estudo de caso em uma escola inclusiva http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7932 <p>A preocupação referente à educação inclusiva cresceu paralelamente ao aumento da presença de alunos com deficiência nas escolas regulares. O Brasil, seguindo a tendência internacional, vem legislando em defesa de um ensino inclusivo de qualidade, assegurando o direito de matrícula destes alunos. Dentre as várias especificidades presentes em salas, encontram-se os alunos com autismo. Autistas, no geral, apresentam problemas na aquisição de linguagem, na produção oral e na socialização. Logo, este estudo possui como objetivo investigar como o processo de ensino-aprendizagem em língua inglesa ocorre com autistas. Assim, pretende-se conhecer o papel do professor neste processo, quais os desafios que surgem a partir disso, e quais estratégias utilizadas para ajudar o aluno a aprender. Esta é uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva que foi realizada na forma de um estudo de caso. Os dados foram coletados a partir de uma entrevista semiestruturada com uma professora e observações de aulas. Os dados foram analisados qualitativamente a partir de análise de conteúdo e os resultados estão apresentados em eixos temáticos. Os resultados obtidos demonstram que, apesar da professora não possuir formação adequada para ensinar este público, esta encontra suporte com a família do aluno e com a escola. Quanto às estratégias utilizadas, as mesmas pareceram eficazes devido à resposta do aluno e sua produção. Espera-se que os achados desta pesquisa possam contribuir para o entendimento da questão abordada, e as estratégias aqui citadas possam ajudar professores de língua inglesa a melhorar suas práticas pedagógicas.</p> Charles Lima SILVA Rosana Assef FACIOLA Rosamaria Reo PEREIRA ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 43 58 Perfil psicomotor de crianças com transtorno do espectro autista http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7860 <p>As alterações no funcionamento cerebral que ocorrem no Transtorno do Espectro Autista são causadas por uma desordem no desenvolvimento neurológico, podendo acarretar atrasos ou déficits de comunicação, atraso na aquisição de habilidades motoras e também nas relações sociais. Associada às alterações corticais, a redução de experiências motoras prejudica a aquisição e a qualidade dos movimentos executados por crianças com Transtorno do Espectro Autista, podendo interferir em sua autonomia. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o perfil motor de crianças com Transtorno do Espectro Autista e comparar com a idade cronológica. Foram avaliadas crianças de dois a onze anos com diagnostico de Transtorno do Espectro Autista. A avaliação foi realizada por meio da Escala de Desenvolvimento Motor (EDM). Para análise das variáveis estudadas foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para normatização e o teste t-Student para a comparação entre as variáveis numéricas, idade motora geral (IMG) e idade cronológica (IC). Adotou-se, para o teste o nível de significância de 5% de probabilidade para a rejeição da hipótese de nulidade. Participaram da coleta 14 crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, com idade média de 4,9 anos ± 1,6 anos. A média obtida de idade motora geral (IMG) foi de 35,7 meses e a média de idade cronológica (IC) foi de 66,7, sendo significativamente inferior à idade motora geral em comparação com a idade cronológica. Com relação aos domínios comtemplados pela EDM, não houve relevância estatisticamente significativa, porém, os domínios estão abaixo da média normativa estabelecida pela EDM (89-80), destacando a linguagem que se apresentou muito inferior, tendo média de 18,9. Os dados indicaram que as crianças avaliadas estão abaixo da média normativa do índice de desenvolvimento motor cronológico. Isso ocorre devido ao aumento no tempo de latência de resposta no Transtorno do Espectro Autista prejudicando seu sequenciamento motor e reduzindo as adaptações motoras necessárias. As perturbações motoras leves e moderadas podem passar despercebidas pelos profissionais que acompanham crianças com Transtorno do Espectro Autista, portanto, o tratamento é postergado e só ocorre em casos que as alterações se tornam graves e prejudicam o desempenho escolar e social da criança. Crianças diagnosticadas com o Transtorno Global do Desenvolvimento apresentam desempenho psicomotor inferior ao esperado para idade cronológica. </p> Andressa Mayara de Lima BUSTO Ligia Maria Presumido BRACCIALLI ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 59 70 Perfil de crianças com transtorno do espectro autista em relação à independência nas atividades de vida diária http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7602 <p>Essa pesquisa aborda a temática de independência em relação às atividades de vida diária em crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O estudo teve como objetivo elaborar e apresentar o perfil de um grupo de crianças com TEA em relação ao nível de independência nas atividades de vida diária (AVD). Cinco crianças passaram por uma avaliação com o uso de um instrumento específico. A coleta foi realizada numa instituição sem fins lucrativos, localizada numa cidade da região centro-oeste do estado de São Paulo. As atividades foram realizadas de maneira mais espontâneas possíveis para fidedignidade dos dados e foram entrevistados pais e responsáveis de criança com TEA, bem como seus professores, visando àqueles que tenham maior contato com ela em suas AVD. Os resultados indicaram duas crianças independentes, duas semi-independentes e uma dependente e identificaram também diferentes perfis caracterizados pela influência dos sintomas do espectro e do meio em seu desenvolvimento. O aspecto mais afetado foi o vestuário, entendendo que a influência da família é de extrema importância no desenvolvimento deste. Por fim, a intenção além de traçar o perfil das crianças é trazer essa devolutiva para os profissionais, pais e responsáveis, afim, de contribuir para o trabalho colaborativo e futuras intervenções promovendo melhora em ambas as partes.</p> Wilson Nascimento SILVA Aila Narene Dahwache Criado ROCHA Flaviane Pelloso Molina FREITAS ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 71 84 Atendimento escolar no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão: percepção das crianças hospitalizadas http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/6985 <div>&nbsp;O atendimento escolar hospitalar permite que as crianças internadas vivenciem o reencontro com a escola além de ter a possibilidade de interagir com um/a professor/a e com outros sujeitos hospitalizados, minimizando os impactos da hospitalização. Neste estudo analisa-se os avanços do atendimento sob o olhar das crianças participantes do projeto de extensão Estudar, uma ação saudável desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão. O aporte teórico metodológico utilizou-se do levantamento bibliográfico, baseando-se em autores como, Fonseca (2008), Carvalho (2008) e aparatos legais como o ECA (1990) e Classe Hospitalar e Atendimento Domiciliar (BRASIL, 2002), entre outros. A coleta de dados envolveu a observação participante, entrevista semiestruturada e análise de imagens, tendo como sujeitos, as crianças internadas no hospital, participantes do referido projeto. Os resultados apontam que a participação das crianças neste projeto evidencia uma percepção diferenciada para a hospitalização, uma vez que o espaço hospitalar torna-se parecido com o da escola por envolver atividades pedagógicas, tornando-se rico e estimulador para o desenvolvimento infantil o que provoca uma adaptação ao ambiente hospitalar minimizando os efeitos traumáticos do tratamento hospitalar.</div> Marilize de Morais SILVA Francy Sousa RABELO ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 85 100 Tecnologia educacional como recurso para a alfabetização da criança com transtorno do espectro autista http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8773 <p>Este artigo apresenta o resultado de investigação realizado durante a disciplina de mestrado “Metodologias em Educação Especial com ênfase na Análise de Recursos de Tecnologia Assistiva em Ambientes Inclusivos” com o relato de experiência de observação e participação da autora na aplicação da Tecnologia Educacional “Jornada das Letras” a uma aluna com Transtorno do Espectro Autista (TEA), matriculada no segundo ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do interior de São Paulo. A pesquisa teve como objetivo verificar de que forma este software poderia auxiliar a aluna na aquisição da escrita, uma vez que, diferentemente dos demais estudantes da sala em que está incluída, ela ainda não alcançou a hipótese da escrita alfabética. O estudo justifica-se pela necessidade de buscar soluções que possam potencializar o processo de alfabetização das crianças com TEA mediante as complexidades do transtorno, buscando garantir a aquisição da escrita na idade exigida pelas diretrizes nacionais. Como base teórica para o estudo, foi realizada revisão de literatura com vistas a verificar: estudos relacionados ao uso de tecnologias digitais na educação, as orientações das diretrizes nacionais quanto a idade exigida para a alfabetização e as especificidades da alfabetização no aluno com TEA. A metodologia empregada para a investigação pautou-se na abordagem qualitativa, descritiva com observação participante e intervenção com a aplicação da tecnologia educacional. Posteriormente à, uma sondagem foi realizada, revelando evolução na hipótese da escrita, porém, constatou-se que, o jogo, sozinho não é capaz de alfabetizar, e que a estratégia de intervenção da professora/pesquisadora teve papel fundamental no êxito da aprendizagem.</p> Mônia Daniela Dotta Martins KANASHIRO Manoel Osmar SEABRA JUNIOR ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 101 120 Prospecção de material didático utilizado no processo de ensino-aprendizagem de pessoas com deficiência http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8093 <p>O desenvolvimento de métodos pedagógicos tem sido essencial no processo de ensino-aprendizagem da pessoa com deficiência, mas ainda é difícil identificar, avaliar e socializar o grau de aprovação, impactos e possibilidades destas metodologias. A prospecção tecnológica é uma ferramenta usada para mapear as tecnologias existentes, visando contribuir para planejamento estratégico nas diversas áreas. Nesse contexto, o objetivo do trabalho foi realizar uma análise tecnológica de material didático aplicado no processo de ensino-aprendizagem da pessoa com deficiência. A pesquisa de patentes foi realizada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e no <em>Espacenet</em>, base de dados europeia. O escopo foi elaborado a partir da seleção de quatro palavras-chave e de um código da Classificação Internacional de Patente. Das 275 patentes analisadas, apenas 71 faziam parte do objeto da pesquisa. A evolução anual de depósitos de patentes teve crescimento acentuado a partir de 2004, sendo o Brasil o país com maior número de depósito de patentes. A Fundação Universidade Regional de Blumenau se destacou no desenvolvimento de produtos de acessibilidade pedagógica e os inventores brasileiros foram os principais protagonistas. Das deficiências avaliadas, mais de 70% dos produtos encontrados foram para a deficiência visual. Os recursos computacionais foram destaque quanto ao tipo inovação pedagógica para pessoa com deficiência. O estudo de prospecção tecnológica pode contribuir para avanços no processo de ensino-aprendizagem da pessoa com deficiência.</p> Selí da Costa MOURAO Edilane Figueiredo COSTA Ana Cristina Viana CAMPOS Diógenes Henrique SIQUEIRA-SILVA Sidnei Cerqueira dos SANTOS ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 121 132 Análise da produção cientifica brasileira sobre pessoas com deficiência na última década http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7246 <p>O objetivo do trabalho foi o de identificar as características da produção cientifica brasileira sobre as pessoas com deficiência na última década. Para tanto realizou-se a revisão de publicações em periódicos entre os anos de 2006 e 2016, constantes nas bases eletrônicas de produção brasileira listados no Index-Psi (SciELO e PePSIC). Utilizou-se dos descritores a partir da combinação de duas palavras chaves: Pessoa com deficiência e deficiente. Os resultados apontaram a existência de (1120) artigos indexados no SciELO e (131) no PePSIC, revidados por pares. Foram selecionados 46 artigos, sendo 39 do SciELO e 07 do PePSIC As análises realizadas consideraram filiação dos autores: Universidades Públicas ou Particulares, estados das instituições de ensino, área do conhecimento, tipos de pesquisa: método e tipo de estudo, terminologia, tipo de avaliação: instrumentos utilizados e por fim temática estudada.v Verificamos que houve prevalência de artigos com o tema Inclusão Escolar e Mercado de Trabalho seguidos por politicas publicas e Estigma Social. Quanto aos assuntos de menor interesse, encontramos sexualidade e adoção. Possivelmente isso se dê ao fato de como as pessoas com deficiência são vistas e/ou consideradas.</p> Marco Antonio dos SANTOS Solange Muglia WECHSLER ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 133 146 Gestos e escrita de alunos com deficiência intelectual no espaço escolar: um estudo de caso http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7607 <p>Este estudo objetivou analisar a função dos gestos como manifestação simbólica de alunos com deficiência intelectual na aprendizagem da língua escrita, a partir das interações que são estabelecidas em sala de aula. A partir disso, pretende-se ampliar a discussão sobre a apropriação da escrita por esses alunos na escola, segundo a perspectiva interacionista de linguagem. Buscamos, neste escrito, tecer breves reflexões a respeito dos movimentos gestuais realizados pelos alunos, relacionando-os aos processos de construção da escrita. Considerando o Estudo de Caso de três estudantes, selecionamos o caso de Deise e apresentaremos aqui, um breve relato dessa investigação que foi realizada com essa aluna, numa turma de Educação de Jovens e Adultos, em uma escola municipal, localizada na cidade de Salvador (BA). Os resultados encontrados sugerem um necessário olhar para as várias funções que os gestos podem revelar nas dinâmicas interativas.</p> Daiane Santil COSTA Félix Marcial Diaz RODRIGUEZ ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 147 160 O ensino de matemática e a educação inclusiva: em foco as pesquisas realizadas no período 2010-2017 http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7493 <p>O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre o ensino de Matemática mediada pela utilização da metodologia de ensino e aprendizagem que visam a inclusão no ensino regular e sua contribuição para o acolhimento da diversidade escolar. Este estudo revelou que a prática inclusiva está intimamente ligada à formação continuada do professor e a sua prática pedagógica. Para tanto, foram estudados 12 artigos encontrados em periódicos nacionais, que continham palavras-chaves Educação Matemática Inclusiva e/ou professor de matemática no intervalo compreendido entre janeiro de 2010 até de maio de 2017. Verificou-se a partir da análise destes artigos, que mecanismos pedagógicos contribuem para o aprendizado comum, usando as diferenças como aliadas. Experiências de aprendizado em sala de aula com a presença de alunos com deficiências, têm demonstrado que não causam prejuízos ao aprendizado destes alunos ou de outrem, e contribuem para a formação individual do cidadão que num ambiente colaborativo de aprendizagem, aprende e ensina simultaneamente enriquecendo o ambiente escolar.</p> Alcides José TRZASKACZ Joyce Jaquelinne CAETANO Gilmar de Carvalho CRUZ ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 161 172 Educação em surdocegueira na Base de Periódicos CAPES - BRASIL http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8019 <p>A surdocegueira é uma condição única que limita a pessoa de modo geral. &nbsp;As suas causas estão ligadas a inúmeros fatores e resultam em dificuldades de relacionamento e aprendizagem que interferem na escolarização. No Brasil são conhecidos poucos estudos que analisem e avaliem como acontecem os processos de ensino e aprendizagem desse grupo de pessoas. Um método utilizado para levantar e agrupar a produtividade cientifica que pode contribuir para a área de estudos sobre a surdocegueira é a utilização do procedimento de bibliometria, no qual é possível quantificar a atividade científica numa área de estudos, favorecendo desta maneira, o desenvolvimento de indicadores de produção. Este estudo teve como objetivo levantar, através de estudo bibliométrico, as publicações sobre a educação de pessoas com surdocegueira presentes no Portal de Periódicos CAPES, descrevendo e quantificando a produção científica ao longo dos anos sobre a tématica. Foram utilizadas as palavras-chave <em>“deafblind” </em>e<em> “education”</em>, realizada em 28 de março de 2018. Foi possível selecionar 32 artigos publicados entre os anos 2000 até 2017 com um total de 78 autores de diversos países, envolvendo indivíduos de diversas faixas etárias, com predominância das temáticas: comunicação, relacionamento interpessoal na escola, na família e na comunidade. O índice de produtividade apresentou-se crescente ao longo dos anos, com a participação de autores estrangeiros na grande maioria, porém é um número de publicações ainda escasso.Espera-se que esta contribuição possa facilitar o aumento no Brasil de estudos na área.</p> <p><strong>Palavras Chave:</strong>Educação especial; divulgação científica; aspectos psicossociais.</p> Priscila Srefany Pontes da FONSECA Susana Maria Mana de ARÁOZ Maria da Piedade Resende da COSTA ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 173 184 Jovens e adultos com deficiência e a legislação educacional dos Países Lusófonos http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7463 <p>O trabalho analisou a política educacional, com ênfase na legislação educacional, dos países lusófonos e a escolarização de jovens e adultos. Foi realizado um estudo documental em diretrizes e bases educacionais dos países, por meio de um Protocolo de Análise Documental. Os resultados apontaram que a Educação Especial vem se constituindo nos países lusófonos enquanto serviço de escolarização dos mais diferentes públicos. Para isso, torna-se necessário que as políticas educacionais se configurem enquanto elementos necessários para a universalização do atendimento escolar aos estudantes com deficiência e demais públicos que integram a clientela da Educação Especial nos diferentes países que integram a lusofonia.&nbsp;</p> <p>Palavras-Chave: Política educacional. Deficiência. Jovens e Adultos. Países Lusófonos.</p> Samuel VINENTE Maria da Piedade Resende da COSTA Márcia Duarte GALVANI ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 185 198 Jogo educacional digital como meio de compreensão de crianças e adolescentes hospitalizados sobre os procedimentos de punção venosa http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8272 <p>A hospitalização da criança/adolescente gera momentos de estresses, medos e anseios, especialmente pelos procedimentos ao qual é submetida, como o procedimento de punção venosa, fazendo com que ela se sinta ameaçada pela invasão dolorosa, tornando o hospital um local de privações e distanciamento de suas atividades cotidianas e escolares. O acesso e uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), por meio dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), permite realizar a aproximação da criança/adolescente às atividades e vida fora do hospital. O objetivo geral deste estudo foi identificar se o jogo educacional digital pode contribuir para melhor entendimento por parte da criança/adolescente hospitalizado acerca dos procedimentos de punção venosa que é submetido durante o período de hospitalização, bem como sua satisfação e a opinião dos profissionais da saúde. Participaram da pesquisa três profissionais da saúde que realizavam o procedimento de punção venosa em crianças/adolescentes e 12 crianças/adolescentes hospitalizados. A coleta de dados foi realizada por etapas, sendo a primeira análise do jogo educacional digital por profissionais da saúde e a segunda avaliação do jogo junto à criança/adolescente. A análise de dados da primeira etapa se deu de forma descritiva a partir das respostas dos participantes, e da segunda etapa foi realizada a triangulação dos dados obtidos por meio do questionário e dos diários de campo. Os resultados apontaram que o jogo educacional digital contribui para o auxílio do entendimento da criança/adolescente hospitalizada sobre o procedimento de punção venosa, tanto na opinião dos profissionais da saúde, quanto na opinião das próprias crianças/adolescentes.</p> Adriana Garcia GONÇALVES Stefany Gabrielly Pereira de SOUZA ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 199 214 Transtornos de linguagem: um olhar docente para as práticas educativas http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7438 <p>Esse artigo empreende uma breve visualização da Educação Especial e Inclusiva no município de Rio Branco, Acre, focando especialmente os procedimentos utilizados por docentes para incluir, em suas práticas de sala de aula, alunos diagnosticados com Transtornos de Linguagem. Para alcançarmos esse objetivo, ancoramo-nos na pesquisa colaborativa, focando coletas em campo. Participaram do estudo, docentes do Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano e do 6º ao 9º anos de um colégio de EBTT da rede pública de ensino. Os resultados permitiram observar e acompanhar o processo de execução de alguns serviços educacionais especializados na escola estudada. Também foi possível constatar que são múltiplas as ações empregadas pelos docentes para promover a inclusão escolar, em suas aulas, não somente os alunos diagnosticados com transtornos de linguagem, mas também todos os outros com os mais variados tipos de deficiência, buscando atender as limitações dos discentes, e também o que está estipulado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.</p> Rogério Nogueira MESQUITA Gilmar DIAS ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 215 228 A comunicação aumentativa e alternativa em crianças com perturbações graves da comunicação: cinco mitos http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8329 <p>A capacidade de comunicar permite criar oportunidades de interação, influenciar o comportamento de outros e através disso exercer controlo sobre o meio ambiente da pessoa. Proporcionar uma forma aumentativa ou alternativa de comunicar potencia a autonomia e uma melhor qualidade de vida das crianças com perturbações da comunicação. Este facto, requere da parte dos profissionais um conjunto de competências para intervir junto destas crianças.</p> <p>A implementação da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) pode ser dificultada por preconceitos sobre a necessidade de uso, período mais adequado para iniciar a aprendizagem e competências precisas para o desenvolvimento da comunicação através destes recursos. Nesse sentido, este texto tem como finalidade contribuir para uma compreensão acerca dos mitos e realidades em relação ao uso da CAA. Foram analisadas as produções científicas nacionais e internacionais acerca do uso da CAA em populações com problemas graves na comunicação. Para isso, foi realizada uma busca em bases de dados de artigos, teses e dissertações, utilizando a combinação dos descritores “Comunicação Alternativa”, “Comunicação Aumentativa” e “Perturbações da Comunicação”.</p> <p>Os cinco mitos apresentados, caso não sejam adequadamente esclarecidos, podem levar a problemas na adesão à CAA por parte das famílias e de alguns profissionais. Assim, surge a necessidade de desmistificar estas questões de forma a promover o apoio adequado a crianças que podem beneficiar de CAA.</p> Sara SAPAGE Anabela CRUZ-SANTOS Hugo FERNANDES ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 229 240 Políticas públicas da educação especial e protagonismo: uma leitura fenomenológica-crítica sobre duas diretrizes do atendimento educacional especializado (AEE) http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/7533 <p>Este artigo pretende realizar uma leitura fenomenológica e crítica sobre a Resolução nº 2 de 11 de setembro de 2001 e sobre a Resolução nº 4 de 2 de outubro de 2009, ambas instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, ligado ao Ministério da Educação. A leitura sobre apenas dois documentos que orientam a prática pedagógica da Educação Especial se dá pelo recorte e limites deste trabalho. Na nossa compreensão, por mais progressivas e atuais que sejam estas resoluções, ao que parece, estas não deixam claras as possibilidades de geração de autonomia para que o sujeito da educação especial possa manifestar-se sobre essas mesmas políticas pelo qual é atendido. Ao que indica esses documentos, o sujeito-aluno do Atendimento Educacional Especializado – AEE – permanece como mero objeto desse processo, assujeitado por um poder decisório alheio. A base de leitura fenomenológica se dará à luz da Fenomenologia da Percepção do pensador francês Maurice Merleau-Ponty (1908-1961).</p> Herberth Gomes FERREIRA Hiran PINEL Menderson Rezende MOURA Priscilla Alves PEREIRA ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 241 252 O transtorno do espectro autista no contexto da inclusão escolar http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/dialogoseperspectivas/article/view/8829 <p>Trata-se de uma obra que nos leva a refletir sobre aspectos de formação docente e de como conduzir o processo de ensino e aprendizagem com crianças que possuem Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem perder de vista aspectos simples da rotina pedagógica. Ou seja, a gravidade de um quadro diagnóstico, aqui representado pelo TEA, não deve subtrair do professor a capacidade que ele possui de conduzir o processo de ensino-aprendizagem, pois a observação, a avaliação e a mediação nunca deixarão de ser suas mais ricas e eficientes estratégias para a sua rotina pedagógica.</p> Cristiane Andressa dos SANTOS Camila Cristina Camilo MENDES Jáima Pinheiro de OLIVEIRA ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-21 2018-12-21 5 2 253 256