A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES QUANTO AO ENSINO DE UMA ESTUDANTE SURDA EM UM CURSO DE FORMAÇÃO DE DOCENTES

  • Ana Paula Gonçalves Arantes Gennari PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENSINO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁMESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO http://orcid.org/0000-0003-1882-1678
  • Sandra Rodrigues Leite Universidade Estadual do Norte do Paraná
  • Giselle Herbella do Prado Talhetti Universidade Estadual do Norte do Paraná
  • Marília Bazan Blanco Universidade Estadual do Norte do Paraná
  • Roberta Negrão de Araújo, Sra. Universidade Estadual do Norte do Paraná https://orcid.org/0000-0002-3926-4746
  • Simone Luccas Universidade Estadual do Norte do Paraná http://orcid.org/0000-0002-5435-5478
Palavras-chave: Inclusão. Surdez. Formação Docente.

Resumo

A inclusão escolar assevera o cumprimento do direito de todos à educação. Isto posto, emergiu o seguinte questionamento. De que forma tem ocorrido o ensino de uma estudante surda em um curso de formação de docentes? Este, por sua vez, determinou o objetivo geral desta pesquisa: analisar as percepções de professores de um curso de formação de docentes quanto ao processo de ensino de uma estudante surda. Para tanto, foi realizada uma investigação qualitativa e o instrumento de coleta de dados foi um questionário on-line. A análise dos resultados pautou-se nos pressupostos da Análise Textual Discursiva. Com isso, evidenciou-se que a maioria do(a)s participantes definiu o processo de inclusão como uma oportunidade de acolhimento. Em relação às dificuldades, a maioria admitiu que sente ao trabalhar com estudantes com necessidades especiais, pois não tem domínio da Língua Brasileira de Sinais ou não tem material adequado e precisa adaptar conteúdos e avaliações. Todavia, uma minoria alegou não ter dificuldades, pois as aulas são ministradas por meio de estratégias diferenciadas, de tal modo que todo(a)s possuem possibilidade de aprender. Além disso, constatou-se que não há uma padronização quanto aos métodos de ensino. Dentre as ações indicadas estão: adaptação de texto; atendimento individualizado; atividades visuais; vídeos com legendas; criação de atividades. Por fim, sugere-se que a formação de professores contemple em seu currículo conhecimentos teóricos e metodológicos que propiciem uma ação docente que atenda às necessidades de qualquer estudante.

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Biografia do Autor

Ana Paula Gonçalves Arantes Gennari, PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENSINO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁMESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO

Mestre em Ensino pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade Estadual do Norte do Paraná (2017- 2019). Especialista em Políticas Públicas para Educação (2013-2014) pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). E graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia(2012) Tecnologia em Informática pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR-CP /2008). Professora Pedagoga pela Secretaria Estadual do Paraná.

Sandra Rodrigues Leite, Universidade Estadual do Norte do Paraná

estranda do Programa de Pós Graduação em Ensino da Universidade Estadual do Norte do Paraná. Pesquisadora na área de Autoavaliação. Especialização em Educação Especial Generalista. (2002). Graduação em Pedagogia pela Faculdade Estadual de Filosofia Ciências Letras de Cornélio Procópio (1999). Tem experiência na Educação Básica com ênfase na Modalidade de Educação Especial onde atua com Classe Especial, há 20 anos. Professora no Colégio Cristo Rei - Ensino Normal, na área de formação docente desde 2014.

Marília Bazan Blanco, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina (2002), Mestrado em Análise do Comportamento pela Universidade Estadual de Londrina (2007) e Doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (2015). É docente do Centro de Ciências Humanas e da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade Estadual do Norte do Paraná- Campus Cornélio Procópio, especialista em Psicopedagogia e Neuropsicologia com interesse nos temas: Psicologia Educacional, Neuropsicologia, Psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento, Dificuldades de aprendizagem, Educação Especial e os Transtornos do Neurodesenvolvimento.  

Roberta Negrão de Araújo, Sra., Universidade Estadual do Norte do Paraná

Doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina. Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Londrina. Especialização em Orientação e Supervisão. Graduada em Licenciatura em Ciências, com Habilitação em Química. Professora Adjunta A - Universidade Estadual do Norte do Paraná/ Campus Cornélio Procópio. Professora da rede pública estadual - Paraná - Colégio Estadual Monteiro Lobato.

Simone Luccas, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Doutora e Mestre em Ensino de Ciências e Educação Matemática - UEL (2011; 2004). Especialista em Educação Matemática - UEL (1997). Licenciada em Ciências com Habilitação em Matemática pelo Centro de Estudos Superiores de Londrina (1989; 1990). É docente efetiva da Universidade Estadual do Norte do Paraná - UENP - Campus de Cornélio Procópio, atuando no curso de Licenciatura em Matemática. É vice-coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN) - Mestrado Profissional em Ensino - da UENP (http://www.uenp.edu.br/mestrado-ensino). É pesquisadora do GPEFOP - Grupo de Pesquisa em Ensino e Formação Profissional, cadastro CNPq:dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/3345995435404954. Tem experiência nas áreas de Ensino de Matemática, com ênfase em História e Epistemologia da Ciência e da Matemática, em Análise Qualitativa de Dados e Avaliação do Ensino e da Aprendizagem. 

Publicado
2019-07-29
Seção
Artigos