Sistema de informação de pesquisa

Uso da ontologia de VIVO no contexto das instituições brasileiras

Palavras-chave: VIVO, Sistemas de informação de pesquisa, redes de comunidades de pesquisa, ontologia

Resumo

Este artigo analisa as características da ontologia do VIVO-ISF em relação ao seu uso no domínio de instituições universitárias brasileiras, a fim de subsidiar a utilização do ambiente VIVO como sistema de informação de pesquisa no Brasil. O trabalho identificou os objetivos, o escopo e características de modelagem da ontologia, levando em consideração aspectos em ontologias que beneficiam o desenvolvimento de aplicativos da web. Também analisou a ontologia quanto ao seu uso para descrever uma instituição brasileira, representada pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), parte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os recursos, as unidades, as atividades e as posições administrativas da Fabico/UFRGS foram identificadas na forma em que foram definidas por documentos legais, como estatutos e regimentos; e foram descritas de acordo com a ontologia VIVO-ISF. O estudo concluiu que a ontologia VIVO-ISF foi desenvolvida a partir de uma base conceitual bem fundamentada, a partir do reuso da ontologia de alto nível Basic Formal Ontology (BFO), trazendo facilidades para representar o amplo domínio acadêmico e para a realizar de extensões que incorporam características institucionais locais. A ontologia também proporciona interoperabilidade, reutilizando classes genéricas de BFO e selecionando classes de ontologias de domínio populares, como FOAF, Event, BiBO. A ontologia também é capaz de representar uma instituição acadêmica brasileira, fornecendo uma estrutura semântica bem definida para integração de dados da web que agiliza o processo de colaboração interdisciplinar e interinstitucional para a formação de redes de pesquisa, incluindo instituições brasileiras.

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Biografia do Autor

Sandra Beatriz Rathke, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Veranópolis

Bibliotecária do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Veranópolis. Especialista em Memória e Acervos pela Faculdade Internacional Signorelli (FISIG).Bacharela em Biblioteconomia pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Técnica em Biblioteconomia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Tenho especial interesse em Memória, Identidade e Sociedade, Cultura e Patrimônio, Gestão e Produção Cultural e Artística, Gestão de Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão, Informação Digital, Ontologia e Web Semântica, Dados Abertos e Ciência Aberta.

Rafael Port da Rocha, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Ciencias de Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1988), mestrado em Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1992) e doutorado em Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000). Atualmente é professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando nos cursos de graduação em arquivologia, biblioteconomia e museologia e no programa de pós-graduação em Ciência da Informação. Tem experiência nas áreas de Ciência da Informação e Ciência da Computação, atuando principalmente nos seguintes temas: metadados, ontologias, preservação digital, gestão de dados da pesquisa. É fundador e atualmente coordena o Centro de Documentação e Acervo Digital da Pesquisa (CEDAP), órgão auxiliar da FABICO/UFRGS que busca dar suporte para pesquisas realizadas na Universidade, visando à gestão, preservação e uso científico e cultural de seus ativos digitais de pesquisa.

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Publicado
2019-12-17
Como Citar
RATHKE, S.; ROCHA, R. Sistema de informação de pesquisa. Brazilian Journal of Information Science, v. 13, n. 4, p. 132-151, 17 dez. 2019.
Seção
Artigos