Configurações do controle da loucura no Brasil: uma análise sociológica das internações psiquiátricas

Palavras-chave: política de saúde mental, internação psiquiátrica, poder psiquiátrico, estado de exceção

Resumo

A proposta do presente trabalho é realizar uma análise sociológica das internações psiquiátricas no Brasil. Após a reforma psiquiátrica no país, as internações asilares ganharam contornos mais restritivos sendo priorizadas em caráter de urgência e emergência. No entanto, a prática médica da internação psiquiátrica aliada a outros mecanismos de segregação, como as internações compulsórias e as Comunidades terapêuticas (CTs), tem se apresentado como uma importante estratégia de gestão e de controle da população. Partindo das obras de Michel Foucault, sobretudo, O Poder Psiquiátrico (2006) e Em Defesa da Sociedade (1999) e Estado de Exceção (2004) de Giorgio Agamben, intenta-se investigar as redes de poder, saber e sujeitos que constituem a prática da internação psiquiátrica e de que forma ela é mobilizada. A opção por este objeto de estudo é orientada pela hipótese de que, para além de seus efeitos disciplinares, as internações psiquiátricas se caracterizam como verdadeiros espaços de exceção onde os indivíduos internados são destituídos de alguns direitos e submetidos ao poder psiquiátrico soberano.

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Biografia do Autor

Larissa Cristina Clemente Veiga, Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) – UNESP/campus de Marília

Mestranda no programa de pós-graduação em Ciências Sociais da Unesp/Marília-SP.

Publicado
2019-12-20
Seção
Encarte Especial