Dossiê temático: "Pandemia e Revolução"

2020-06-25
Chamada de trabalhos para o dossiê temático: "Pandemia e Revolução" Edição nº 3 da Revista Fim do Mundo - setembro - dezembro / 2020

Equipe Editorial do Dossiê Temático
Dr. Paulo Alves de Lima Filho (IBEC); Dr. Adilson Marques Gennari (UNESP); Dr. Newton Ferreira (IFSP).

Ementa
As burguesias nativas e os centros imperialistas, sob o comando do novo capital financeiro, estão pondo em marcha uma moenda universal desemancipatória. Ela expressará o incerto e prolongado processo da decadência do capitalismo, já incapaz de reproduzir-se sob as novas forças produtivas postas em movimento pelo novo capital financeiro, transmutação do novo capital produtivo microeletrônico, parido pelo quarto órgão da máquina. Em outras palavras, a crise estrutural do capital opera-se através de uma contrarrevolução mundial apoiada pelas burguesias de todo o mundo, cujo alvo imediato, como não poderia deixar de ser, são os produtores e reprodutores do valor, base da extração do mais valor necessário para que o capital subsista.
Não bastasse isso, cai sobre a humanidade a pandemia que põe ainda mais limitações à produção do capital. Se a contrarrevolução sistêmica do capitalismo mundial já coloca diante dos trabalhadores a revolução social como matéria na ordem do dia de sua sobrevivência, a pandemia virá aguçar essa urgência ao nível do insuportável. A humanidade é posta a viver e sobreviver sob um pesadelo potenciado, o que, contudo, não significa estar o processo de tomada de consciência e a consequente crítica das armas a ocorrer de modo automático. A superação do capital ainda se põe como miragem longínqua e quiçá inefável para a maioria dos escravos do salário. Isso impõe aos trabalhadores intelectuais indagar o presente para a criação das bases de um futuro emancipado da humanidade.
A pandemia do Covid-19 vem varrendo o mundo neste primeiro semestre de 2020. Aparentemente o vírus atinge todos por igual, mas esta assertiva não resiste a uma análise um pouco mais acurada, pois já está claro que a classe trabalhadora é a principal vítima de todos os aspectos que se somam: crise sanitária, crise ambiental, crise econômica, ou seja, é a complexificação da crise estrutural do capital. A falta de leitos no setor público fica mais evidente naqueles países onde a extrema direita pode demonstrar suas aptidões genocidas, tanto no que se refere aos mortos por doenças, quanto ao tradicional massacre dos povos negros e dos pobres nas periferias, guetos de imigrantes, favelas etc. No Brasil a conjunção das duas crises já matou mais de 50 mil pessoas e atualmente coloca mais da metade dos jovens aptos a trabalhar no desemprego, além de lançar milhões de pessoas na barbárie da extrema pobreza. Isto posto, fica lançada a chamada de artigos, resenhas e manifestos para a Revista Fim do Mundo n. 3 que contará com um dossiê temático sobre pandemia, crise estrutural do capital e revolução. 

Prazo para submissão: 31/08/2020

Previsão de publicação: outubro de 2020.

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